Veneno não era, talvez fosse apenas o que diziam que era, talvez fosse água da pia, que também se pode locar numa categoria de veneno, talvez fosse a melhor coisa que beberiam em suas vidas. Tomou um gole, ela primeiro, porque nem ao menos pensara em qualquer possibilidade, talvez nem quisesse água, apenas disse que queria para não discordar de alguma frase que não ouvira enquanto devaneava. Depois bebeu ele, devagar, com receio, hesitando a cada gole. Era água.
onde tem muita água
quarta-feira, 28 de março de 2012
Sobre o Dia em que Sequestramos duas Pessoas
sexta-feira, 16 de março de 2012
Pros amigos
Meu cérebro está derretido. Permanentemente danificado. Não se sabe ao certo quanto tempo humano foi necessário para que essas frases fossem formuladas e penosamente escritas. Eu morri todos os dias em que pensei que poderia estar viva.
E viva a depressão pós-festa.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Festa de Família
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
SENHORAS E SENHORES
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Todos os Blogs
Em um dia perfeito para os peixes-banana, arrependi-me do que escrevo, vi que o paraíso era uma biblioteca de versos patéticos. As boas razões é que conjugavam-me. Percebi que se dependesse do LSD com torrada, ASA NISI MASA, tudo estaria perdido. Veio a mim a gratuidade da misantropia poética: o poeta apontava a lua e o imbecil olhava o dedo.
Atrás de casa passavam-se as cenas da vida, sua improbabilidade infinita, seus pequenos despropósitos. Desatei a fazer escritelas a partir das cores do simples, devaneando por essa coisa aí que eu chamo de...lacônico contraditório.
Graptós, a escrita em língua antiga. Absorvida e então guardada num baú de entulho em tons de vermelho. Assim vejo nós dois, outra vez, impelidos pela borrasca, subjugados pelo complexo alpha, somos cegos às avessas na casa de Yami.
Eu sou a boneca inflável, tomada pelo recorrente medo do receio em si e da pós modernidade, sou filha do Batman, rodopiando.
sábado, 23 de julho de 2011
AQUÉM
domingo, 3 de julho de 2011
machina
Eu descobri a verdadeira revolução industrial. A autoafirmação da espécie humana posta em prática: só é possível fazê-la funcionar movendo o polegar opositor e o indicador na mesma direção. Eis o famoso ‘movimento de pinça’. É, ainda com esta ferramenta, possível exibir fisicamente o status de civilização (Algo aqui que identifique o frio e a vergonha/culpa cristã), uma vez que a mesma serve de mecanismo que possibilita a confecção de cobertura para as partes que não devem ser exibidas, pois estas aludem ao ponto comum entre o homem e os outros animais: o órgão reprodutor.
A verdade: encontrei máquinas de costura de mão, por dez reais, no centro de Niterói. Estou usando pra fazer calcinhas.