_Minha filha vai chamar Merilu.
_Hm.
_Merilu que nem a avó. Acho lindo dar o nome dos nossos pais pros filhos. Ainda mais um nome desses. Forte, né?
_Uhum.
_Mé-rí-lú. Ai, ai, podia ficar repetindo o dia todo. Ah, querida, já ia esquecendo, o banheiro é logo ali, tá precisando retocar o batom. Aliás, meu bem, esse tom não é o melhor pra você, né? Da próxima vez, escolha um mais rosado, esse puxa demais pro laranja.
_Hm. É que eu gosto tanto do laranja...
_Ai, que gracinha. Mas amorzinho, não dá pra usar tudo o que a gente gosta, né? E o seu tom de pele pede um batom rosado. E um blush mais suave. A moda às vezes é chata, né, florzinha? Ser bonita dói, não é fácil, não. Só a minha Merilu é que vai ser linda fácilmente. Só o nome já promete. E com uma mãe que nem eu, não vai ter pra ninguém, minha Merizinha vai ser a menina mais linda de todas. Agora vai lá retocar esse batonzinho, meu anjo, que as outras visitas tão chegando. Vem todo mundo pro chá de bebê da Merilu.
_Ok.
E corri pro banheiro e só saí de lá no dia seguinte, arrastada por alguém que nem vi, meio dormindo, meio acordada. Desde então nunca mais comprei um batom rosa sequer, fiz um estoque de laranjas. E blush, só se for bem forte. Mas mais do que isso tudo, passei a me orgulhar do meu nome comum e escolhido ao acaso. Porque certas histórias dóem. Mais do que qualquer batom.
ele pensa e não diz
onde tem muita água
onde tem muita água
tudo é feliz.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Lágrima (roubando a ideia do Daniel)
Usando óculos escuros freneticamente, porque me vem faltando colírio há tempos. Juro que não é por causa da moda, eu nunca fui muito a favor desses óculos, que não deixam olhar ninguém nos olhos. Ou melhor, que não me deixam olhar os olhos de ninguém. Nem espero resposta, as pessoas só se comunicam por palavras.
Acho que podíamos todos ter qualquer coisa enfiada no globo ocular que não faria diferença. Se eu pudesse, teria bolinhos. Recém assados, orgânicos e quentinhos. É isso, quero um olhar de bolinho. E no dia que encontrasse alguém que amasse de verdade, lhe daria de comer; lhe daria meus olhos, literalmente, para dar sustância ao relacionamento.
E agora chove_novidade ¬¬_ e não posso mais sair de óculos. Não tenho colírio; vou exibir minha vista vermelha por aí. Espero que não espante ninguém, não é conjutivite. Não é o uso de narcóticos, até porque isso nunca afeta meus olhos. Mentira, claro que afeta, mas não os deixa vermelhos, é o que quero dizer. Não são lágrimas, também, uma vez que esse céu me rouba toda a água e chora por mim. Fico livre, portanto, mas me restam os olhos vermelhos, que me dão esse ar de velha cansada.
De que me adianta ter toda uma juventude sem lágrimas se fico com suas consequências? Me enruga a testa de qualquer forma. E faz parecer que a umidade continua em mim, que mora dentro destes dois buracos vazios que um dia quis encher de bolo. Desisto, senhores, eu me rendo.
Voltei a chorar.
(aproveitem a cobertura de chocolate que vai rolar rosto abaixo)
Acho que podíamos todos ter qualquer coisa enfiada no globo ocular que não faria diferença. Se eu pudesse, teria bolinhos. Recém assados, orgânicos e quentinhos. É isso, quero um olhar de bolinho. E no dia que encontrasse alguém que amasse de verdade, lhe daria de comer; lhe daria meus olhos, literalmente, para dar sustância ao relacionamento.
E agora chove_novidade ¬¬_ e não posso mais sair de óculos. Não tenho colírio; vou exibir minha vista vermelha por aí. Espero que não espante ninguém, não é conjutivite. Não é o uso de narcóticos, até porque isso nunca afeta meus olhos. Mentira, claro que afeta, mas não os deixa vermelhos, é o que quero dizer. Não são lágrimas, também, uma vez que esse céu me rouba toda a água e chora por mim. Fico livre, portanto, mas me restam os olhos vermelhos, que me dão esse ar de velha cansada.
De que me adianta ter toda uma juventude sem lágrimas se fico com suas consequências? Me enruga a testa de qualquer forma. E faz parecer que a umidade continua em mim, que mora dentro destes dois buracos vazios que um dia quis encher de bolo. Desisto, senhores, eu me rendo.
Voltei a chorar.
(aproveitem a cobertura de chocolate que vai rolar rosto abaixo)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
The
"was looking for a job,
and then I found a job
And heaven knows I'm miserable now
In my life"
Acho que encontrei Smiths velha demais.
Aliás, eu sempre tô velha demais pras coisas que encontro.
E tenho sempre a impressão de que já conhecia isso ou aquilo, mas nunca por completo.
É isso, sou eterna velha imcompleta.
E dramática. E como.
E diria que desnecessária e repetitiva também, mas dane-se.
(:
Amo vocÊs, sejam lá quem forem.
and then I found a job
And heaven knows I'm miserable now
In my life"
Acho que encontrei Smiths velha demais.
Aliás, eu sempre tô velha demais pras coisas que encontro.
E tenho sempre a impressão de que já conhecia isso ou aquilo, mas nunca por completo.
É isso, sou eterna velha imcompleta.
E dramática. E como.
E diria que desnecessária e repetitiva também, mas dane-se.
(:
Amo vocÊs, sejam lá quem forem.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
caralho, na boa, eu mereço morrer.
queria apanhar muito, até não conseguir mais pensar.
é isso, eu quero que meus pensamentos calem a boca.
agora.
mas só o que me vem na cabeça é uma chuva(torrencial?) de vais-se-fuderes.
e que minha letra é muito muito feia e ridícula e que eu sou o espelho dela, ou é o contrário.
enfim, quis dizer que sou muito feia e ridícula.
e ninguém vai comentar nessa porra.
deixa eu ter minha crise
queria apanhar muito, até não conseguir mais pensar.
é isso, eu quero que meus pensamentos calem a boca.
agora.
mas só o que me vem na cabeça é uma chuva(torrencial?) de vais-se-fuderes.
e que minha letra é muito muito feia e ridícula e que eu sou o espelho dela, ou é o contrário.
enfim, quis dizer que sou muito feia e ridícula.
e ninguém vai comentar nessa porra.
deixa eu ter minha crise
sábado, 12 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Justifique.
Às vezes minha franqueza me cansa. Tipo agora.
É desnecessário falar isso. Ou qualquer outra coisa por aqui.
Mas insisto, o vazio nem me inquieta mais. Se escrevo agora é porque me deu vontade.
Ou porque a franqueza falou mais alto.
É desnecessário falar isso. Ou qualquer outra coisa por aqui.
Mas insisto, o vazio nem me inquieta mais. Se escrevo agora é porque me deu vontade.
Ou porque a franqueza falou mais alto.
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