ele pensa e não diz
onde tem muita água
tudo é feliz.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A quinta tequila é um exagero

É muito bom ter pra onde voltar, tomar um bom banho, comer um bolo com cobertura de chocolate, beber um mate, dormir, acordar, fuder, fumar um cigarro, tomar um café, dormir de novo, acordar de novo, assistir Padrinhos Mágicos de madrugada.
E nem requer muitas pessoas. Quer dizer, requer, mas você não interage com tantas.
O amor é tão bonito.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fui mesmo.

Fui-me embora pra Pasárgarda
Meu visto foi aceito
Deixei uma lasanha na geladeira
Pra cê comer quando chegar
Dê um beijo nas crianças
E diga que daqui a um ano
Mando passagens pra cês virem para cá.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Construção

A verdade é que dancei. Mesmo. E logo eu, que sou tão ruim pra danças. Tava sóbria e dancei. Feliz. Sorrindo. Rindo mesmo. Como se realmente não houvesse ninguém olhando. Como se fôssemos só eu e meu par, que também não era lá um grande dançarino. Mas na hora éramos qualquer pessoa. Quem quiséssemos ser.

Éramos operários em construção. Éramos duas pessoas bobas que acham que qualquer música pode ser dançada num 'dois pra lá, dois pra cá'. E pode. Eu pude. Nós conseguimos.

E depois continuamos rindo. Que beleza de noite.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Patinetes, Férias e Verão.

Não dá pra falar de outono com esse calor.
Pena.

Patinetes, Férias e Outono.

Porque as coincidências andam me atropelando por aí.

E ouçam 'Hey Jude'. O video com o John mascando chiclete. E o Ringo olhando pro teto. E o George sendo George. E achem o Paul lindo, porque ele é lindo. (Sou fã menininha lalala mimimi)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Paixões

E olha, aconteceu de novo. Poisé, sempre acontece quando eu menos espero.
Minha teoria é de que não se pode escolher por quem se apaixonar. Mas que se pode escolher por quem não se apaixonar.
Mas é claro, sempre há espécies de 'listas' subconscientes para os dois grupos. Só que aquelas pessoas que não entram em nenhuma lista ficam vagando ao redor, livres, sem rótulo. Até que um belo dia acordo e me vejo apaixonada por alguma delas.
E percebo que é sempre alguém que aumenta a minha eterna vontade: ser homem. Como se cada vez que me apaixonasse por um fosse porque quero um pedaço dele. Um pedaço real. Um pedaço de seu ser. Fundido ao meu. E a cada dia vou me tornando mais mulher.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Intempérie

E lá estava ela, no meio da multidão que não se calava nunca. Pra que era aquela passeata mesmo? Ah, sim, algo relacionado a direitos matrimoniais; casamentos. E o que fazia ali era o mistério. Nunca quis abraçar causa alguma; nunca quis defender qualquer direito daqueles que se unem perante a Lei ou a Deus ou seja lá o que for. A verdade é que casara por amor, simplesmente. E por isso tinha de agüentar senhoras que se diziam oprimidas pela geração de agora e que não aceitavam essa indiferença quanto ao ato de casar-se formalmente e constituir uma família.

No momento em que constatava que não gostava nada daquilo e que não deveria estar naquela praça, cercada de velhinhas com uma sede por atenção que nunca havia visto igual, sentiu-se levantada por algumas mãos e mal pôde acreditar. De repente as velhas começavam a gritar algo sobre ela; palavras difíceis de decifrar, em parte porque ela não o desejava. Mas sabia muito bem que eram frases sobre ser um exemplo para uma juventude descrita como fria e calculista. Ela sim era uma mulher digna; casara-se por amor.

Não via o marido há tempos, nem sabia o que ele andava fazendo ou mesmo onde estava. E queria muito saber se ele aprovaria seu posicionamento_que agora era sobre muitas mãos idosas_ou se o abominaria. Concluiu que ele riria, como sempre, e não lhe perguntaria nada; como e porque fora parar ali, se algum dia abraçara a causa; não, nada. Simplesmente a tiraria dali. E poderiam tomar um sorvete juntos e então esquecer tudo aquilo que aconteceu. Rindo.

Foi então que notou que aquela era a hora; projetou-se pra trás, para ganhar impulso e saltou, caindo meio de mau-jeito alguns centímetros à frente daquelas que antes a estavam segurando, fazendo todas que estavam em volta calarem-se por um instante e logo serem levadas a uma histeria coletiva nunca vista antes. Mas aquela era sua chance, precisava ser rápida. E correu como se fugisse da própria morte. E até achava que nem da dita cuja correria assim.

Chegou à outra praça, a umas duas quadras da anterior. E suspirou fundo quando viu que no lugar também havia a concentração de uma passeata. Dessa vez leu faixas que diziam ‘não à união matrimonial’, a passeata era pró divórcio e não casamento. Era um grupo bem mais jovem que o anterior, porém não havia ninguém tão novo quanto ela. E já estava quase abraçando a causa, tomando gosto por ela, visto a angústia que a outra lhe causara. Foi então que, ali, gritando com uma paixão enorme por liberdade, encontrou seu marido.