ele pensa e não diz
onde tem muita água
tudo é feliz.

domingo, 26 de julho de 2009

Queria deixar toda a minha raiva aqui.



























Mais tarde passo pra buscar.

domingo, 19 de julho de 2009

'You know, you must take a look at the new land
The swimming pool and the teeth of your friend
The dirt in my hand
You know, you must take a look at me

[...]

You know, you must try the new ice-crem flavour
Do me a favour, look at me closer
Join us and go far
And hear the new sound of my bossa nova'

porque pra mim é genial até não sei onde.
parei de tantar escrever TUDO porque acho que é isso que me faz dizer o que sinto.
calo-me agora para poder falar de verdade.
nem era pra fazer sentido.

sábado, 11 de julho de 2009

Não obstante

Pois fiquei louca, louca! Por ter pensado que a tinha perdido. Mas não, ela está lá. Ou melhor, ali, bem ali. Onde posso tocar, onde posso cheirar, posso ouvir. Porém não posso mudar. Não posso intervir. A culpa não é minha. Entretanto, não sou mais a mesma. Como posso ser eu se ela já não é mais ela? Contudo, sinto que tudo voltará a ser como antes.
Mentira, foi só uma tentativa de convencê-la. Falha.
Todavia, sempre resta esperança, sempre. Não adianta. Não é que a esperança seja a última a morrer, é que ela sempre esteve morta. E como todo bom morto, ela faz parte de nós, todos nós.
Em contrapartida...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

não sou Mário de Andrade

Versos livres não me correm pelas veias;
são livres, podem ficar onde quiserem.
Saem-me pelos cabelos
escorrem-me na altura dos joelhos
explodem-me o umbigo
mas até aí não me importa.

Aguento até que me ceguem os olhos
me atem as mãos
me entupam a aorta.
Nada disso me afeta.

Queria mesmo que chegassem ao hipotálamo
e lá ficassem, por vontade própria
afinal, se são livres, que me libertem.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Não sei ser Dadá

Morta porta torta. De chocolate com avelã.
Horta vorta corta. O dedo indicador da mão direita.
Idiota calota bota. De Papai Noel.
Mandioca ibitipoca carioca. Pegando chuva.
Embalsamado careado fuzilado. Que nem queijo suísso.
Carregado encaixotado errado. Todo.
Cremoso tortuoso embaraçoso. Que nem cabelo.
Vinil fuzil anil. Bala de.
Mímica típica tônica. Água.
Malvisto poristo desisto. Disto.

domingo, 7 de junho de 2009

se o bolo de banana parece cancerígeno;

batatas fritas frias e coca cola no café da manhã podem mudar sua concepção de mundo.

é só um comentário.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Personagem

Bom mesmo é ser personagem. Alguém te percebe as ações e reações, te cuida com todo o carinho, te cria. Alguém te escreve. Tudo bem que esse mesmo alguém te põe palavras na boca como se fossem suas, achando que tem todo o direito. Você mastiga tudinho e depois bota pra fora. E ainda leva a culpa se desagrada alguém, afinal, foi você quem disse, da forma que disse. Mas no fundo sabe que a culpa é de quem te fez, que te criou assim, desbocado. Que não sabe a hora certa pra falar nada. Nem pra fazer. Na verdade, você não sabe nada. Você é o seu autor. Você é o seu leitor. O seu interlocutor. Seu escutador. Seu sentidor. Você é tudo, menos você mesmo. Maravilhoso ser personagem. Tão cheio de ideias, mas na verdade livre delas, livre de qualquer responsabilidade.