ele pensa e não diz
onde tem muita água
tudo é feliz.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Só pela falta do que fazer causada pela falta de voz

Pequena observação inicial: a perda parcial da voz pode acarretar em uma espécie de broxância crescente.


Nunca lembro de meus sonhos:

1- Sonhei que estava de volta às aulas e no primeiro dia, os professores tinham que cozinhar parar os alunos. E o principal: a comida tinha que ficar boa. O problema é que os ingredientes eram limitados, então o segundo professor do dia já penava pela falta de certas essencialidades, e tinha que inventar algo novo com o que lhe restara. Eu ainda tentava ajudá-lo, mas não surtia grande efeito.

2- Sonhei que ia a um restaurante em que geralmente vou com meus pais, porém dessa vez fui sozinha. Na fila para pagar, encontrei alguns vizinhos que, além de perguntarem se o estabelecimento aceitava um certo cartão de crédito, ainda quiseram saber se os donos comercializavam ácido (sim, esse mesmo). E vejam que coincidência, não é que o carregamento tinha acabado de chegar! Resultado: meus vizinhos se entupiram de drogas e eu resolvi comprar umazinha pra experimentar. Tive problemas na hora de pagar; a mulher não acreditava na idade que eu dizia ter, mas mesmo assim, acabou vendendo. Passei o resto do sonho indo para a escola ajudar professores a cozinhar (super irônico) e me remoendo por dentro, por não conseguir tomar o ácido, remorso por ter mentido a idade. Não me lembro bem, mas acho que no final acabei comprando mais e mais e mais e mais e tomando tudo de uma vez. Acho que morri. Mas não tenho certeza; nunca lembro dos meus sonhos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O que eu entendo por ser meu é tudo o que eu posso te dar. O meu amor, mas primeiro eu, preciso saber se você vai gostar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Não que eu tenha crises de tamanho. Gosto dos meus 1,57m. Mas ultimamente não estou cabendo mais. Me sinto apertada, esmagada, dentro de mim mesma. É meio difícil de explicar. É como se o tecido estivesse esgarçando, como uma calça jeans velha que você usa muito; ela vai perdendo a cor e as costuras vão cedendo aos poucos. Até que um belo dia você veste e ela abre até

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Princípios de chocolate

[...]

_E se eu te der um chocolate, você acredita em mim?

_Não tente me comprar, mocinha.

_Claro. Você é cheio de princípios. Hunf! Pois então fique com seus princípios, que fico com meus chocolates!

_Eu e meus princípios podemos ir até a cozinha, onde tem chocolate também.

_Mas você vai ter que dividir com eles. Eu não. Vou comer tudo sozinha.

_Verdade. Você vai comer os chocolates da culpa por não ter princípios.

_E daí? Você vai comer meio terço de chocolate da consciência limpa.

_Tem bastante chocolate aqui em casa.

_Mas não o suficiente para todos os seus prinncípios.

(Contente-se. Ou imagine o resto. Minha literatura anda meio incompleta.)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

procure por "civilização" no dicionário

"Sorte de hoje: Um homem sem conhecimento é como um selvagem da floresta."

Bem, não é todo dia que o pseudo-horóscopo do orkut me lembra Rousseau.
Mas acho que ele (Rousseau) não ia gostar muito dessa frase aí. Suponho que ele gostava de selvagens. Acho até que ele gostaria de ser um. Não, não, talvez ele os invejasse. Não, não, ele fingia. Fingia defender os intocados pela civilização. Mas duvido que tenha ido acampar ao menos uma vez.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Poros

Pode-se afirmar que isto é um relato de uma ex-moradora de apartamento, que agora tem problemas com chuvas fortes. Até fechar todas as janelas do andar de baixo, o andar de cima está inundado, a escada virou uma cachoeira. Os peixes já vêm vindo.


Abra todos os poros da cara e deixe a água entrar. Isso mesmo. Não se preocupe, uma hora ela vai sair, por algum lugar que ainda não sabemos muito bem onde fica. E então sentirás saudades da sensação de molhado; não de úmido, de água que enche baldes e tanques, piscinas; que escorre pelos mares adentro, afora, adiante.
Entra pelas paredes, porosas. E afoga os seres que lá vivem.
Os poros também podem ser perigosos.
Agora deixe-a entrar pelos poros dos braços e das costas. Sinta-se parte do ecossistema, respire que nem a Lula Gigante.

Porosidade é um termo usado em diferentes campos da ciência como em pedologia (relacionado: geologia e hidrogeologia) e na engenharia.
Substantivo. Do latim medieval "porositate".
Na mitologia grega, Poros era o deus das riquezas.
Permeável.
Resistência do produto à penetração do ar. A estrutura porosa consiste de vazios da superfície e espaços entre as ...
Inclui macroporos e microporos.
Relação do volume de vazios de um material relativamente ao seu volume total. A porosidade natural dos materiais é uma das principais causas de degradação dos mesmos.
Percentagem de espaços livres, onde se encontra ar.

Ar.
Não há mais.
Deixe que a água entre pelo nariz, boca, olhos, fios de cabelo, dedos dos pés, umbigo, fígado, rins, corrente sangüínea. Não há mais sangue, mas quem precisa dele?
Hoje estou só água.
Sem gás, por favor.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

De volta

Preciso escrever sobre:

_Chayenne

_Pro Daniel, desesperadamente, antes do dia 20. Sonhossonhossonhossonhossonhos...

_Qualquer coisa (me chama). Boêmio, mulato, tem uma nega chamada Teresa. (Bom para Clube dos sonhos; a propósito:

_Rosemary (preciso tirá-la das traças)

_Clube dos sonhos

_Freakshow, ou seja lá que nome vai ter isso. (sempre diz o que se espera que o diga/ vc pode conviver com pessoas sem sal... mas pessoas broxantes são repulsivas/ pessoas sem sal tem por toda parte/ eu preciso muito da voz das pessoas/ eu não gravo nomes, nem fisionomias/ só a voz é o que me resta/ ela tem o cabelo prezo/ uma olheira com cara de segunda feira/ lábios pálidos/ peitos pequenos/ pernas finas/ é dedicada embora seja burra/ esforça-se para se manter na média/ não sabe do mundo/ tem pouco assunto/ recorre a ditados e não se importa de tirar um longo cochilo todas as tarde/ castanho escuro/ frizz/ o cabelo dela é liso... embora um pouco duro e ondulado.../ e na nuca alguns nascem meio crespinhos/ meio perdidos/ ela usa um relógio daquele de festa de criança/ daquele de plástico amarelo/ as vezes ela ri das piadas sem necessariamente entende-las/ vive com a mãe, o pai não aparece/ filha única/ [_me diga qual é o maior de seus preconceitos _meu deus... maior... o maior é mt grande _tudo bem, contanto que caiba]
eis que ganhei a minha descrição de personagem

_Sobre três cidades relacionadas a cores (ou a falta delas) e som (ou a falta deles)

_Trago a pessoa amada em três dias (eram amantes).

_Morfeu e Letargia, o casal perfeito

_Formigueiro, de fato

_Todo o resto

_E mais alguma coisa

_Talvez algo do tipo “the angry chair is open”