Da carteira velha e carcomida:
. na parte principal, dinheiro, né, dã;
. na segunda parte principal, coisas especiais. Dois Hipnótics (dá pra comprar um Sandy, quiçá um Júnior_esse dia foi sensacional), uma nota de um real que jamais gastarei ou venderei, nem quando custar dez reales, a seda de cereja que jamais fumarei, minha identidade da foto mais feia da minha vida e junto com ela o papelzinho dizendo que eu votei no segundo turno da eleição, meu título de eleitora que esqueci de guardar na gaveta (não tem porquê ficar andando com isso na carteira), a carteirinha do bandejão da UFF dentro da capa da minha antiga carteirinha do Pedro II, o cartãozinho da yoggofresh (aliás, ganhei um yogurte grátis), porque sou dessas, um cine-passe do CCBB vencido há um tempinho;
. no esconderijo do lado esquerdo, o pacotinho de sedas que nunca acaba;
. no esconderijo do lado direito, o cartão com o telefone da minha ginecologista_como se eu nem tivesse ele gravado no celular;
. na parte de cartões, adivinhe só, cartões! o da Unimed, o do Itaú, o Riocard, o Bilhete Único, que agora serão mais bem guardados em seu novo lugar;
. na parte transparente, o número meu CPF e de alguma senha meio desnecessária que resolvi anotar just in case, a conchinha;
. na parte das moedas, um alfinete daqueles de fralda, pequenininho, uma de dez centavos e não guardava mais a moeda de um centavo da qual não vou me livrar e o centavo argentino que ganhei, que me dão sorte, porque quero que deem.
Enfim, me senti meio burguesa na troca das carteiras. Meio velha, também, visto que agora não é mais uma carteira pequena e infantil da Pucca que já tava se desfazendo (a própria Pucca em breve não seria mais reconhecida) e sim uma grande de adulto e só.
Eu tinha uma consideração final a fazer que não tinha nada a ver com o resto, mas esqueci. Droga. Isso que dá ficar enrolando pra escrever. Ou não. Que seja. Eu dei um beijinho na testa da Pucca, gostava muito dela.